sábado, 3 de janeiro de 2009

FELIZ 2009 !

04:27 - Sai ano, entra ano e a insonia persiste. Andei meio afastado do blog, pois ando muitissssimo ocupado por motivos de força maior (consegui rodar o Formula 1 Challenger no PC); mas aguardem que em breve postarei - termo feio da p... né? Mas preferi escrever assim que "estarei postando"; até fiz uma consulta no dicionário e o termo está correto, vejam: "1ª pess. sing. fut. ind. de postar; verbo transitivo = colocar" - puxa, quanta falta de assunto! Resumindo: próxima semana tem novidade no blog.

Abraços!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

SKROTINHOS






Os Skrotinhos - de autoria do cartunista Angeli, surgiram em uma revista chamada "Chiclete com Banana"; o nome é esse mesmo: Chiclete com Banana não é apenas o nome daquela carniça que faz barulho dizendo que é musica e a revista era sensacional: Humor politico, sarcasmo, e babozeiras em geral. Atualmente os Skrotinhos ainda fazem sucesso na Folha de S. Paulo e no site do Angeli, claro. Divirtam-se.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

AUDAX






"Irmão, vamos fazer o Audax?" - Dá não, Ju. Estou totalmente sem condições e fazer duzentinhos sem treinar é suicídio - "A gente treina junto, ué" - Ah, nem sei, do jeito que to enferrujado não dá tempo - "Pôxa, ia ser legal se você fosse." - É, também queria ir, mas não vai dar - . Segundo ano de Audax em Brasilia e eu novamente não iria participar. Fazer este desafio era sonho antigo, mas infelizmente não iria...
Aos que não conhecem, explico: Audax é um evento de resistencia, onde os participantes devem fazer um determinado percurso (no Brasil a distancia inicial é de 200 kms) dentro de um tempo-limite. Leia mais em www.audaxbrasil.com.br
Passaram-se os dias e novamente o telefone toca. "Irmão, vou pedalar uns 100 quilometros domingo, bora?" - Bora -. Faltavam duas semanas para o Audax, e eu pensei que, caso fizesse bem este treino e o terminasse inteiro, poderia alimentar uma leve possibilidade de inscrever-me no desafio. Doce engano! Pedalamos uns 70 kms e o cansaço tomou conta; para concluir o ultimos quilometros foi um verdadeiro tormento. Chegamos, estava muito cansado e falei pra minha irmã: - Hoje tive certeza que não terei a mínima condição de fazer o Audax, se "quebrei" aos 70 quilometros, imagine 200. Vai você que está pedalando super-bem. - . E foi chegando o dia do Audax... entretanto, faltando três dias para o evento o telefone (novamente) toca; já sabem quem era? "Irmão, o Denis não vai mais, ele disse que se você quiser, ele te passa a inscrição". - Ai ai ai.. e agora? Então eu vou pelo menos tentar, se não conseguir paro no posto de controle dos 100 quilometros. - "Então vamos, vou avisar ao Denis". Nos dois dias que se passaram foi uma correria: Bike pra revisão, suprimentos, equipamentos, e outros detalhes mais.
Chega o dia; após uma péssima noite de sono (estava tão agitado e com tanto medo de não dar conta que não consegui dormir) levantamos às 04:00 da manhã para terminar de arrumar os últimos detalhes e nos dirigirmos ao ponto zero. 06:00 - É dada a largada. fizemos os 50 primeiros quilometros muito bem, mantivemos uma boa média horária e saiu tudo como previsto. Nos 50 quilometros seguintes, começaram os problemas: faltando aproximadamente 4 quilometros para a chegada do posto de controle pc2 (100 kms ) após muitas subidas e descidas, a corrente da minha bicicleta quebra, coisa que nunca havia acontecido. No Audax não podemos ter ajuda externa, só dos demais participantes, mas nenhum dos que passaram ali naquele momento não sabiam como consertar. Falo pra Ju continuar, uma tristeza me domina, achava que havia acabado ali, empurro a bike para um local seguro, pois estava no meio de uma subida sem acostamento, e com a chave de corrente consigo remenda-la. É nessas horas que realmente conseguimos nos superar. Aviso pelo rádio para a minha irmã que estava a caminho do pc 2. Ao chegar, minha irmã já havia providenciado minha comida e os demais colegas cuidaram dos meus suprimentos na enquanto almoçava.
Os problemas estavam apenas começando: Iriamos fazer o trecho mais difícil do percurso em decorrencia das subidas; haviamos perdido muito tempo com a quebra da corrente e o tempo estava fechando rapidamente. Voltamos a pedalar, mas assim que começamos cai uma chuva torrencial; a força era tanta que as gotas doíam quando batiam no nosso corpo. Diminuímos o ritmo, mas continuamos; estávamos bastante atrasados para concluir o percurso dentro do tempo-limite; entretanto, para nossa felicidade, a chuva passou logo. Melhoramos o ritmo, e comecei a vislumbrar a possibilidade de concluir o percurso. Mas a bonança durou pouco tempo, e novamente me deparei com outro problema que durante todos os anos de pedal nunca havia sentido: caimbras. Senti, e senti com muita intensidade. Paramos por ums instantes, tomei um relaxante muscular, alimentamos e a dor diminuiu; voltamos a pedalar e conseguimos, com muito esforço chegar ao pc 3 (150kms). Estava muito cansado e com as pernas doendo muito, então sugeri à Ju que não ficássemos muito tempo parados, pois se nossos corpos esfriassem, provavelmente não conseguiríamos continuar. Ultimos 50 kms! Aquilo era o que me motivava a continuar pois as dores eram intensas; não podia forçar para evitar novas caimbras e também não podia ir muito devagar para não ultrapassar o tempo-limite. Nessas horas é que vemos o quanto é importante alguem junto ao teu lado. Minha irmã sempre me deu força, foi super-guerreira; àquela altura não tinha como eu desistir e abandona-la para que ela seguisse sozinha, até porque só estava ali por esforço dela, em todos os sentidos. Apesar do corpo dizer "não" a vontade de concluir falou mais alto. Continuei. O pior já havia passado, já estavamos a poucos quilometros da chegada àquela altura o percurso era relativamente plano. Melhoramos o ritmo e seguimos em frente.
Chegada - Ao entrarmos no portão que dava acesso ao pc 4 (chegada, 207 kms), o Edu da organização gritou ao microfone "A JU E O KLEBER, OLHA OS IRMÃOS AÍ". Difícil descrever! Alegria total, superação de desafios, sensação de conquista, realmente emocionante. Para a festa ficar completa, meus pais e a Geka foram nos receber na chegada! Sem palavras!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

ROCK BRASILIA, EXPLODE BRASIL



Opa! Consegui postar meu primeiro vídeo; sou ligeiramente analfabeto neste treco, mas tudo bem, aos pouquinhos vou aprendendo. Então vamos lá:

1987: Embora estivessemos no primeiro governo pós-ditadura (José Sarney), os resquicios da mesma ainda rondavam nossa vida cultural; a censura era uma constante nas músicas, filmes, jornais, etc; entretanto, o principal passo político para esta mudança fora dado: O início da Assembléia Constituinte, para sua promulgação em outubro de 1988 - outro dia escrevo sobre a Constituição aqui. Pretendi apenas mostrar-lhes o cenário, onde o povo estava ávido por mudanças, em especial LIBERDADE DE EXPRESSAO. Então vamos ao show: Milhares de pessoas na Esplanada dos Ministérios, punks, rockeiros, jovens, coroas, adolescentes (como este que aqui vos escreve) estavam lá para ouvir o que até então era proibido(e de certa forma continuava). Um dos melhores show da minha vida. Confesso que estava um pouco assustado com aquilo tudo, mas incrivelmente feliz por fazer parte daquele momento; sabia que aquelas horas ficariam marcadas pelo resto da minha vida, o que de fato, aconteceu.

O vídeo acima é de uma das bandas que apresentaram aquela noite. A qualidade está bem ruim, o som pior ainda, mas acho que dá pra voces sentirem um pouquinho do que aconteceu ali. Leiam um trecho da música:

"Uma sabedoria misteriosa
Escondido atras de espelhos para não mostrar a ninguém
As mascaras que parecem fazer o bem
Mas só lhes restam o rosto, resta o rosto
Resto das mentiras, que as máscaras fizeram
...
Criadores alienados, de um futuro sem previsao"

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Fala, Galera!

Depois de muito tempo, muitos projetos não concluídos, muitas promessas, estou eu aqui com meu blog. Escreverei basicamente sobre musica, filmes, política, ciclismo, cotidiano... não necessariamente nesta ordem.

Sejam bem vindos.

Abraços